Perspectiva de uma Vida Mais Simples

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Cada um tem uma visão de vida simples. A minha visão é de que precisamos fazer menos daquelas tarefas que julgamos ser tão necessárias para a nossa vida. Trabalhar muito e limpar até cansar são apenas alguns exemplos disso. Além disso, é preciso pensar que estamos nos viciando em meios morosos para suprir nossas satisfações essenciais. Nossos celulares se tornaram uma extensão de nosso corpo, inibindo nossos sentidos de enxergar além.

A geração Z não vai alcançar o que outras gerações anteriores alcançaram justamente porque eles já estão com déficits de atenção devido ao uso intenso desses aparelhos. Uma pesquisa feita pelo Common Sense Media aponta que das 15 horas que os adolescentes passam acordados, seis são dedicas a escola e as outras 9 são em frente ao smartphone.

Esse tipo de comportamento gera uma série de problemas como ansiedade, depressão, insônia, obesidade; sem contar com a falta de atenção, que já é uma realidade desse grupo.

Isso faz com que, não só eles, mas também os pais fiquem acomodados e não se comuniquem mais e não façam mais determinadas ocupações juntos.

Sei que muita gente vai achar trivial o que eu vou dizer mas vou demonstrar o caminho para que não fique muito cansativo para o leitor. Mais tempo gasto com celulares faz com que as pessoas dentro de uma casa não se comuniquem. Com isso, cada um fica “no seu quadrado”, leia-se quarto ou ambiente que pretende ficar. Assim, cada um gasta energia em locais diferentes da casa e muita dessa energia é desperdiçada à toa. O companheirismo dentro da família morre até que não haja mais volta. Com isso, você deixa de poupar dinheiro e energia que poderiam ser utilizados de forma mais consciente.

A vida simples quer ir na contramão de todos esses problemas. Com a vida mais frugal você tende a se comunicar mais, todas as pessoas ficam juntas num mesmo cômodo, assim gastando menos eletricidade e, dessa forma, poupando o dinheiro que seria gasto numa conta de valores exorbitantes.

Estão vendo como todas as coisas estão conectadas? É muito mais fácil viver consciente das coisas que você faz em seu prol, no dos outros e do meio ambiente. Posso te garantir que você só sai ganhando.

E você? O que está fazendo para que tudo se mantenha conectado?

Gastos Racionais

Jpeg

Nos últimos anos a crise tem crescido exponencialmente. Começou em setores de construção e engenharia e agora está migrando para os demais. Afinal de contas, como eu sempre digo, tudo está conectado e não tem como desassociarmos um setor de outro, já que todos trabalham como um pedaço do todo. Mas isso é assunto para outro post.

Por mais que todos os dias houvessem notícias explicando o crescimento da crise, os brasileiros não levaram tão a sério e continuaram gastando dinheiro como se não houvesse amanhã. A questão é que há um amanhã e ele sempre chega na forma de conta para que você pague.

Os juros aumentaram, mas as compras também. Com isso, muita gente está endividada nesse momento e vão continuar endividados por muito tempo, pois assumem riscos que não são necessários, apenas para suprir suas necessidades hedonistas.

Existe uma outra crise que muita gente não se atenta porque, sejamos honestos, não dói na vida deles e não causa nenhuma mudança brusca. Essa dificuldade é o problema da produção de “coisas”. Eu recomendo que, antes de continuar lendo o post, você assista ao vídeo que explica melhor isso.

Quando produzimos “coisas” liberamos tóxicos na atmosfera, sem contar na quantidade de coisas que acabam não sendo vendidas e são descartadas indevidamente, poluindo o ambiente. Não é só isso: quando produzimos algo novo não estamos pensando no fim que podemos dar ao que já existe. Uma doação, ou compras de segunda mão, por exemplo.

Por isso, quando você pensar em comprar algo, eu te desafio a pensar bem sobre isso. Pense que aquilo tem que ser necessário na sua vida, que aquele objeto vai te custar dinheiro. Será que esse dinheiro não pode ser usado para adicionar ao valor que você vai usar para quitar a sua dívida? Esse objeto que você vai comprar, vai ocupar um espaço na sua casa. Vai precisar de manutenção. E depois que você usar ele por completo? O que fará com ele? Você não pode adiar essa compra para uma outra oportunidade quando seu orçamento estiver mais solto?

Essas são apenas algumas das perguntas que você pode se fazer para decidir se realmente vale a pena comprar aquela roupa ou aquele cosmético ou um eletrônico. E aproveitando a oportunidade, quero pedir que você pense também naquela frase que Marie Kondo disse em seu livro “A Mágica da Arrumação”: “Isso me traz felicidade?”. Adicionando a esse pensamento, pense se isso não só te faz feliz, como também se realmente te agrega algum conteúdo.

Eu posso dizer com certeza que eu não preciso de nenhuma das coisas que eu possuo. Se hoje ou amanhã eu perdesse elas, certamente fariam falta por fazerem parte da minha rotina. Mas logo seriam substituídas por outras coisas. Pense nisso!