Balanço do Mês de Março

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Nos últimos meses eu venho atualizando vocês em relação às minhas metas de até o fim do ano conseguir produzir zero de lixo ou implementar ideias pra que eu chegue bem perto disso.

Desde que eu comecei a realizar alternativas no meu dia-a-dia, eu tenho notado algumas dificuldades. A maior delas vem do preconceito das pessoas. Em uma das minhas tentativas de pedir um copo de vidro que era usado no estabelecimento apenas para água, fui tratada como se fosse uma criança. Quando perguntei à garçonete se ela podia trazer meu milkshake no copo de vidro ela prontamente disse: “nossa empresa trabalha de forma padronizada e não podemos colocar o milkshake no copo de vidro. Mas não se preocupe [com um sorriso irônico], vamos reutilizar o seu copo, fofa.”

Em outras situações ainda sou tachada de louca porque “é impossível viver sem plástico”. Mas mesmo essas barreiras preconceituosas não deixam eu me desanimar.

Nesse mês tive outros tipos de empecilhos. Tive treinamentos, trabalhos da faculdade, além do meu próprio trabalho diário. Com a falta de tempo a gente começa a entender a importância de desacelerar e planejar a nossa forma de produzir menos lixo.

Eu não costumo ter grandes problemas em relação a compra de bens de consumo como roupas, cosméticos e etc. Mas tenho uma grande fraqueza por comida. Na correria eu acabei por esquecer minha comida em casa, as frutas que sempre como, por exemplo. Com isso, tive que apelar para a padaria. Tamanha foi a minha surpresa quando cheguei lá e descobri que NADA vem sem embalagens. A única coisa que vem sem embalagem é o pão na chapa que eu nunca como. Até a canjica, que é feita por eles, vem numa embalagem de isopor que depois será descartada.

Então vocês já podem imaginar que eu acabei produzindo uma quantidade considerável de lixo, mas aviso logo que a minha lista não está completa:

  • 3 pacotes pequenos de balas de leite
  • um pacote de chiclete
  • 3 cartelas de remédios
  • muitas notas fiscais
  • 2 pacotes de biscoito
  • 2 sacolas de plástico
  • 3 embrulhos de bombom que ganhei de presente
  • 2 quentinhas de isopor
  • 2 pacotes de chocolate

Continuarei levando comida de casa sempre que necessário, mas dessa vez vou planejar melhor meus lanches para que eu não repita frutas nem me sinta tentada a comprar coisas embaladas.

Em Abril vou guardar todas as embalagens que eu comprar, além de notas fiscais que iriam para o lixo pra fazermos juntos uma análise do que devo melhorar. Enquanto isso vamos postar com a hashtag #100lixo para mostrar alternativas melhores ao longo do mês.

Quais as suas formas de produzir menos lixo? Conte nos comentários!

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A grama do vizinho é sempre mais verde

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Essa semana uma notícia me chamou a atenção. A notícia em questão é de que a grande maioria dos nossos municípios tem dívidas com os aterros sanitários. O rombo já é maior do que R$ 10 bilhões. E não é só isso: descartamos nosso lixo como se ele não fosse mais existir a partir do momento em que colocamos ele na lata para ser levado pro lixão.

Já não é de hoje que eu acompanho como a realidade de alguns países é diferente da nossa, em diferentes áreas. Muitas pessoas que visitam outros países dizem que “eles são mais limpos do que nós”, “que são mais bem educados”. Isso faz eu me perguntar: por que não podemos ser limpos também? Por que não podemos ser educados?

Eu não acredito que o lixão tenha que ser parte de uma realidade ruim. Podemos construir um lixo mais saudável. E isso tem que começar dentro de casa. Precisamos separar nosso lixo para que ele possa ser reciclado e não vire a montanha de toneladas de lixo que vão para o aterro todos os dias.

Devemos também nos concentrar em reduzir nosso lixo. Fazer nossa comida de maneira mais natural que não necessite embalagens é uma delas. E, acreditem, só essa parte do dia-a-dia já reduz metade do lixo que uma pessoa produz no dia.

No Japão, por exemplo, já existe aproveitamento de quase todo lixo produzido. Ele vira energia ou é reciclado de outras maneiras. De tudo que é levado ao lixão apenas 4% não é aproveitado para nada. Esse tipo de iniciativa gera emprego para muitas pessoas, sem contar no lucro que o aterro tem por vender o material reciclado para grandes empresas. Ninguém sai perdendo.

Volto para a mesma pergunta de antes: por que ainda não fazemos isso aqui? Só tem resultado bom! Tanto para a sociedade, quando você consegue um retorno financeiro para eles; quanto para a economia, já que você vai ter um novo tipo de mercado e aumenta o poder de compra que antes muitas outras pessoas não tinham; e o mais importante: o meio ambiente agradece por ter um lugar que será mais bem cuidado, limpo e que tem espaço para plantar mais árvores.

Um país que está com uma crise hídrica grave tem que mudar sua visão e prol da natureza.

Você recicla o seu lixo? Qual a sua relação com ele? Deixe nos comentários!

NASA descobre 7 planetas parecidos com a Terra…O que há de errado com isso?

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Estrela binária

Já faz um tempo que veio ao mundo a notícia de que a NASA descobriu sete planetas que tem características parecidas com a da Terra. Os planetas em questão estão localizados em torno de uma estrela anã de nome Trappist-1 e três desses sete parecem ser os mais habitáveis. Um dos aspectos mais importantes que os cientistas sempre procuram em planetas desse tipo é a presença de água já que ela é o atributo que dá origem à diferentes formas de vida como conhecemos.

Tendo todas essas informações, os pesquisadores já estão procurando fazer pesquisas nesses planetas para descobrir se de fato podemos nos mudar para lá em breve. O que? Se mudar para um novo planeta? O que há de errado com isso?

Só tudo! Por que iríramos querer nos mudar para outro planeta? Porque a Terra está morrendo aos poucos. Por que ela está morrendo? Por influência nossa! Então por que cargas d’água eu não invisto em simplesmente prevenir a morte do meu planeta ao invés de me enfiar em uma cápsula que me vende o sonho de que a vida em outro planeta será melhor do que a daqui?

O grande problema do plano B é sempre pensar no plano B e simplesmente deixar de encarar as dificuldades do plano A. O objetivo do plano A é fazer o possível para que possamos tornar a Terra um lugar sustentável para se viver. É repensar a forma como descartamos as nossas coisas e não produzir novas coisas que sejam simplesmente desprezadas como se fossem sumir de uma hora para a outra.

Não estou defendendo que não devemos fazer experiências planetárias para descobrir outros lares. Acredito que a pesquisa científica em todos os aspectos é nossa maior realização. Mas o fato de criar novas coisas mas sem originar novas soluções para o rumo de bens que adquirimos, apenas reforça a minha ideia de que só vamos mudar o lugar do nosso lixo e não mudar nossos hábitos poluidores.

De que adianta ter um novo lar sem mudar de vida? Deixe a resposta nos comentários.

Respeito às diferenças

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Vaquinhas fazendo o que bem entendem 🙂

Na semana passada, eu comecei uma dieta vegetariana. Apesar de ser uma decisão que eu já tinha tomado há muito tempo eu acabei demorando um pouco para realmente chegar a mudar de alimentação. Junto com essas mudanças, muitas perguntas de terceiros surgiram e isso começou a incomodar um pouco.

As mais comuns são até bem educadas, como: qual a razão de você ser vegetariana? Então aí vai a resposta: virei ovo lacto vegetariana porque eu amo os animais e pelo meio ambiente. Vamos por partes. Eu sempre amei animais, mesmo tendo medo de alguns entendo a razão de todos eles existirem e não acho legal utilizar de crueldades pra prover a minha subsistência, já que ela pode ser substituída por outras coisas. Embora existam muitas pessoas que digam que nem todo lugar é cruel, maus tratos existem sim. Mas por que eu continuo comendo derivados feitos a partir de produtos dos animais como leite e ovo? Acredito que isso é parte de uma mudança maior que pode ocorrer mais para frente mas ainda não vejo como posso fazer isso da melhor maneira possível.

A minha segunda e principal razão é o meio ambiente. Estima-se que a população de bovinos e outros ruminantes seja responsável por 90% da liberação do gás metano só no Brasil. No resto do mundo o número cai para 28%. Mas antes que você pense que matar vacas e outros animais que contribuem para os gases do efeito estufa vai solucionar o problema do planeta, vamos com calma! A população de bovinos é alta porque a população mundial é composta de maioria expressiva de carnívoros. Logo, se há uma demanda grande você tem que fazer novas vaquinhas e boizinhos nascerem. Assim, se você diminui a demanda, não há uma necessidade tão grande de criar novos bovinos. Capiche?

Recentemente eu assisti esse vídeo em inglês que diz que uma dieta essencialmente vegetariana poderia segurar o aumento do efeito estufa. Eles mostraram algumas formas práticas pra que você entenda como funcionar o gasto de água empenhado a produção de diferentes grupos alimentares. Gastamos 15 mil litros de água pra fazer um quilo de carne bovina – isso mesmo, SÓ UM QUILO. Na agricultura gastamos entre 1.600 litros para produzir uma colheita inteira de cereais e 300 litros para hortaliças. A quantidade de água gasta pode ser equivalente, mas produzimos muito mais na agricultura gastando a mesma quantidade de água. Além disso, a dieta vegetariana permite que você produza menos lixo, já que esses alimentos são vendidos fora de embalagens. E esse meu objetivo de vida.

O que eu acredito é que os animais não podem simplesmente ser deixados para lá só porque vamos parar de consumir suas carnes, ou até seus derivados quem-sabe-um-dia-no-futuro. Eles são essenciais para manter determinados ecossistemas, já que cada um tem seu papel no meio ambiente, como eu disse lá no início do texto e também é explicado no mesmo vídeo.

Precisamos repensar nosso consumo por uma questão de saúde também. É necessário repensar a forma que produzimos nosso alimento vindo do solo, cuidar com carinho e não por obrigação ou dinheiro, e utilizar os animais como auxílio para plantação e não para servidão. Assim, reduzimos o efeito estufa, ajudamos os animais e a nós mesmos protegendo o planeta.

Não quero ficar me alongando demais sobre o assunto porque realmente é algo a ser estudado e eu, de maneira alguma me acho especialista no assunto para falar alguma coisa. A questão é que embora já existam muitas pessoas envolvidas com vegetarianismo e veganismo, ainda existe muito preconceito sobre esse modo de vida. Os leigos creem que pessoas adeptas desse modelo de alimentação sofrem de anemia, não conseguem regular bem do cérebro e são todas loucas que ficam gritando por aí que você não deve consumir carne.

Eu sou do grupo que apenas quer respeitar e ser respeitado. Eu respeito que existam pessoas carnívoras e não condeno eles. Acredito que mudar de alimentação tem que vir de dentro das pessoas e não por obrigação de fazer isso. Respeito ainda o grupo de pessoas que se declaram vegetarianos mas comem carne em momentos especiais apenas pelo símbolo do animal como ser sagrado. E espero ser respeitada por ter tomado a decisão de ser vegetariana também.

Li recentemente uma frase que aqui cabe muito bem: Encoraje, mas não pregue. Inspire, mas não julgue. A pior de todas as coisas é você pensar que só porque o seu modo de vida funciona muito bem para você, ele deve obrigatóriamente ser seguido por outros e que é a melhor visão de mundo que todos devem ter. Dou graças pela existência de pessoas que pensam diferente de mim, porque assim, elas me instigam a ver o outro lado que eu ainda não pude enxergar com o meu próprio pensamento.

E vocês? O que pensam sobre vegetarianismo? Tem algum vegetariano por aí? Compartilhem suas visões.

Coisas para fazer ao invés de comprar

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A rotina corrida não permite que tenhamos mais consciência na hora também de escolher o que fazer de uma forma que não gastemos dinheiro. Não é ser pão-duro, é só uma questão de mudar sua mentalidade em relação às coisas que já faz no automático. Então vou sugerir coisas que você pode fazer que não necessitem de dinheiro e não despertem seus olhos para vitrines de lojas.

  1. Vá a parques. Eu sou muito sortuda de viver em uma cidade que tem muitos parques e eu adoro ir a todos eles porque adoro tirar foto da natureza e também gosto de estar em contato com ela. Além do mais, parques são uma ótima forma de você respirar um ar mais limpo e a grande maioria é gratuita, então não creio que existam contras quanto a isso.
  2. Passar o tempo com alguém. Dedique seu tempo a alguém, seja para ver TV, conversar, cozinhar junto, o que for. Você pode fazer um lanche com algum amigo, chamar para assistir um filme em casa, etc.
  3. Destralhar suas coisas. Aqui tem um post melhor explicado de como você pode montar um armário do seu jeito, mas você também pode dar uma geral na casa toda para ver se tem coisas fora da validade ou que você não quer mais e que pode doar.
  4. Vá a biblioteca. No Rio existe a Biblioteca Parque que além de ser um ambiente onde você tem paz pra ler os livros que você quiser, de quebra é uma das bibliotecas mais bonitas que eu já vi. Mas se não tiver bibliotecas na sua cidade ou se você não mora perto de uma, pegue livros emprestados com amigos. Vocês podem discutir as ideias dos livros que já leram.
  5. Comece um projeto. O ano já começou e ele não vai parar porque você está com preguiça. Então, nunca é tarde pra começar um projeto que você tenha em mente. Delineie o processo, como eu expliquei nesse post e apenas comece.
  6. Faça algo novo. Pode ser aprender a cozinhar, ou a tricotar/costurar. Chame alguém que entenda do assunto ou veja vídeos na internet pra aprender como fazer. Acredite, se você pensou em aprender algo com certeza o youtube tem vídeos para isso.
  7. Ligue para alguém. Se você é como eu e não gosta de telefone você pode conversar cara-a-cara, visitando um amigo ou até mesmo via What’s App. É mais ou menos a mesma dica do número dois.
  8. Tire um cochilo. Dormir é tão bom! Então, se você tem tempo pra fazer compras significa que você tem tempo pra dormir. Prefira a segunda opção.
  9. Assista um filme. Filmes são umas das melhores invenções do mundo. E existem filmes para todos os gostos. Hoje em dia, com a ajuda da internet o que não faltam são filmes online. Então escolha um e divirta-se.
  10. Seja voluntário. A vida não se trata apenas de receber. Então procure uma instituição de caridade e doe seu tempo a ela. Visite a instituição, participe dos eventos, fale com as pessoas pra entender de que forma você pode ajudar melhor.

Se depois de todas essas atividades, mesmo assim você decidir fazer compras tenha consciência com as suas compras. Tenha a certeza de que sejam coisas essenciais e assim não será um gasto e sim, um investimento!

Alguém tem mais dicas sobre o que fazer ao invés de fazer compras? Deixe nos comentários!

Alternativa ao Barbeador

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O post de hoje será rapidinho. Esse é o primeiro post de uma série de posts voltados para mudanças que você pode implementar no seu dia-a-dia se quiser me seguir na jornada a uma vida sem desperdício e lixo zero. Espero que vocês gostem dessa série e ajudem a dar novas ideias sobre isso também!

O barbeador de plástico é algo que se tornou muito prático e é muito usado porque muitas pessoas acabaram aderindo a moda de comprar aquele que muda só a cabeça depois que a fitinha fica branca ou seca. A premissa deles é que esse aparelho acaba sendo mais prático por você não precisar comprar outro igual, só mudar a cabeça e você não dispende de tanto tempo para passar produtos de barbear ou sabonete para aumentar a facilidade do barbeador deslizar na sua pele.

Mas será que é tão difícil assim passar o sabonete na região que você quer depilar? Eu não sei vocês, mas quando eu quero me depilar eu fecho a água do chuveiro, passo o sabonete e me depilo como outra pessoa qualquer.

Tendo isso em mente, decidi comprar um barbeador “permanente”. Eu chamo ele de permanente entre aspas porque é um aparelho diferente e de uso e manutenção delicados. Isso não quer dizer que vai te dar trabalho, eu garanto. A única coisa que você vai fazer é mudar a lâmina que vai dentro dele a cada mês de uso, mas se você secá-lo e limpar tudo direitinho pode chegar até a dois meses já que você também pode mudar os lados que você usa.

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O que eu uso eu comprei nessa loja e ele é super baratinho e eu mantenho ele dentro do meu armário para que ele não fique em contato com a umidade do banheiro.

Deixem suas opiniões sobre o uso de barbeador de ferro e contem se vocês já usam ou pretendem usar. Podem deixar ideias de outras coisas a serem feitas para a transição de vida sem desperdício.

O Problema com o Minismalismo

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Projeto para limpeza de lixão nos EUA a partir de material reciclado que funciona como painel de energia solar para um espetáculo ao fim da tarde

Há muitos anos já leio sobre produtividade e várias subcategorias relativas a ela. Ultimamente tenho visto uma onda de blogs que falam sobre minimalismo e destralhar as suas coisas. O livro da Marie Kondo explica como você pode colocar as sua vida toda em ordem começando por dentro da sua casa. Na real, a história é outra.

O grande problema é que estamos descartando e comprando mais coisas para substituir o que foi jogado fora ou doado. Eu digo isso porque eu também entrei nesse hábito. Comecei a descartar tudo simplesmente para me livrar de coisas que tinham um número muito alto. Roupas, DVDs, livros, recordações. Não parei para pensar se de fato necessitaria delas. Apenas pensei: tenho que ter pouca coisa, se eu precisar eu compro outro. Mas não é assim que funciona.

Quando compramos algo, ele já existe. Mas ele existe porque o desejo estava lá previamente. Ninguém faz um produto sem pensar que alguém vai consumir aquilo. Consumismo não é ter muitas coisas. É comprar novas coisas muitas vezes, independente da razão pela qual você compra.

Mesmo quando eu compro em brechós, eu não necessariamente estou sendo “minimalista” porque afinal de contas, comprar por apenas comprar, continua sendo atitude de consumista.

Há um ano atrás decidi comprar cosméticos apenas de empresas que não testam em animais. Me encontrei com uma grande dificuldade de primeira: não existem muitos lugares onde você possa ter informação sobre certas empresas e alguns tem listas desatualizadas. Você acha que se uma empresa for vendida para outra ela vai continuar fazendo seus produtos da mesma forma? Não acontece em todos os casos, mas há uma grande possibilidade de tudo mudar.

A partir disso, consegui uma solução: compraria produtos que podem ser usados em diferentes partes do corpo, assim eu não teria que pensar tanto sobre marca e não ficaria gastando dinheiro. Foi aí que eu quase dei um ataque e joguei todos os meus cosméticos fora porque durante a pesquisa notei que muitos dos que eu usava testavam em animais, mas eram os antigos.

Mas eu não descartei. Porque eu sei que ao fazer isso eu estaria contribuindo para mais lixo. E não é isso que queremos. Queremos poder comprar com consciência, pesquisando antes se é necessário e se sim, pra quê. Se cabe no nosso orçamento, se testa em animais ou é vegano. Se não tenho outro igual. Nessas horas, listas de compras são essenciais.

Por isso quero convidá-los a pensar bem sobre o que compram e no que tem. O que tem pode ser utilizado de diversas maneiras e cabe a você descobrir quais são as melhores maneiras de usar. Ao invés de comprar uma furadeira nova, que tal perguntar se o seu vizinho ou se alguém da sua família pode te emprestar uma?

Precisamos criar ideias novas para coisas velhas. As coisas que já existem são muitas e precisam de um propósito e ele não é simplesmente parar no lixo. Em pouco tempo teremos mais aterros do que espaço para respirar. Pense nisso!

ImagemLand Art Generator Initiative