Balanço do Mês de Fevereiro

cir_animacion_1

Então, no mês passado falei por aqui que iria mudar meu planejamento para que cada mês tivesse ênfase em um aspecto diferente no caminho para #lixozero. Nisso, cada mês que passa é cumulativo. Isso quer dizer que se em um mês eu comecei a implementar uma diferença na minha rotina, essa diferença vai continuar no mês seguinte mesmo ele tendo ênfase em outra coisa.

Meus planos para cada mês eram assim:

Fevereiro – ser vegetariana

Março – abolir o plástico

Abril – não comprar coisas novas a não ser que sejam realmente necessárias

 

O que deu certo em Fevereiro

Em Fevereiro eu consegui finalmente ir à nutricionista para começar a minha dieta vegetariana e, embora muita gente tenha olhado torto para mim de início, não foi tão difícil assim fazer a transição. Mas ainda não vejo esse estilo de vida como algo para todos, afinal de contas você começa a mudança quando está aberto a experimentar comidas que não costumava comer antes.

Outra coisa que eu notei e que planejo falar mais sobre em outro post, é que algumas coisas são caras por serem vistas como “diferentes”. E isso porque eu sou apenas vegetariana e não vegana.

O que deu errado em Fevereiro

Fevereiro é o mês do Carnaval. Logo, saí para vários blocos. Isso acabou sendo um pequeno problema porque não me alimentei diferente. Basicamente o que comi foi hamburguer vegetariano, batata frita e outras frituras. Sem contar que durante o Carnaval ninguém se importa com nada, então quando se trata de sede a única opção é água. Era isso ou refrigerante/cerveja e eu não sou super fã de nenhum dos dois.

Planejamento

Como o Carnaval já passou, espero que eu consiga manter a dieta sem abusar tanto de coisas gordurosas porque elas realmente fazem com que eu me sinta mal: cansada, a barriga dói e não tenho vontade de fazer absolutamente nada.

Em Março eu vou:

  • Abolir o plástico

Para isso preciso:

  1. Pensar no que vai para o meu lixo que é plástico
  2. Repensar o que posso comprar
  3. Mudar minha forma de comprar determinadas coisas
  4. Aprender a fazer alguns lanches em casa
  5. Reduzir o meu consumo de uma forma geral

Como o mês de Março é grande é um ótimo mês para formar um novo hábito. Ao longo do mês vou postando por aqui algumas atualizações sobre como estou repensando meu lixo e uso de plástico. Espero o feedback de vocês através da hashtag #marcosemplastico. E me acompanhem porque eu também vou postar minhas mudanças lá no Instagram. O meu é o @licedoa. Até a próxima!

Anúncios

Respeito às diferenças

landscapes-nature-cow-cows-animal-farm-animals-zoo-funny_1443412

Vaquinhas fazendo o que bem entendem 🙂

Na semana passada, eu comecei uma dieta vegetariana. Apesar de ser uma decisão que eu já tinha tomado há muito tempo eu acabei demorando um pouco para realmente chegar a mudar de alimentação. Junto com essas mudanças, muitas perguntas de terceiros surgiram e isso começou a incomodar um pouco.

As mais comuns são até bem educadas, como: qual a razão de você ser vegetariana? Então aí vai a resposta: virei ovo lacto vegetariana porque eu amo os animais e pelo meio ambiente. Vamos por partes. Eu sempre amei animais, mesmo tendo medo de alguns entendo a razão de todos eles existirem e não acho legal utilizar de crueldades pra prover a minha subsistência, já que ela pode ser substituída por outras coisas. Embora existam muitas pessoas que digam que nem todo lugar é cruel, maus tratos existem sim. Mas por que eu continuo comendo derivados feitos a partir de produtos dos animais como leite e ovo? Acredito que isso é parte de uma mudança maior que pode ocorrer mais para frente mas ainda não vejo como posso fazer isso da melhor maneira possível.

A minha segunda e principal razão é o meio ambiente. Estima-se que a população de bovinos e outros ruminantes seja responsável por 90% da liberação do gás metano só no Brasil. No resto do mundo o número cai para 28%. Mas antes que você pense que matar vacas e outros animais que contribuem para os gases do efeito estufa vai solucionar o problema do planeta, vamos com calma! A população de bovinos é alta porque a população mundial é composta de maioria expressiva de carnívoros. Logo, se há uma demanda grande você tem que fazer novas vaquinhas e boizinhos nascerem. Assim, se você diminui a demanda, não há uma necessidade tão grande de criar novos bovinos. Capiche?

Recentemente eu assisti esse vídeo em inglês que diz que uma dieta essencialmente vegetariana poderia segurar o aumento do efeito estufa. Eles mostraram algumas formas práticas pra que você entenda como funcionar o gasto de água empenhado a produção de diferentes grupos alimentares. Gastamos 15 mil litros de água pra fazer um quilo de carne bovina – isso mesmo, SÓ UM QUILO. Na agricultura gastamos entre 1.600 litros para produzir uma colheita inteira de cereais e 300 litros para hortaliças. A quantidade de água gasta pode ser equivalente, mas produzimos muito mais na agricultura gastando a mesma quantidade de água. Além disso, a dieta vegetariana permite que você produza menos lixo, já que esses alimentos são vendidos fora de embalagens. E esse meu objetivo de vida.

O que eu acredito é que os animais não podem simplesmente ser deixados para lá só porque vamos parar de consumir suas carnes, ou até seus derivados quem-sabe-um-dia-no-futuro. Eles são essenciais para manter determinados ecossistemas, já que cada um tem seu papel no meio ambiente, como eu disse lá no início do texto e também é explicado no mesmo vídeo.

Precisamos repensar nosso consumo por uma questão de saúde também. É necessário repensar a forma que produzimos nosso alimento vindo do solo, cuidar com carinho e não por obrigação ou dinheiro, e utilizar os animais como auxílio para plantação e não para servidão. Assim, reduzimos o efeito estufa, ajudamos os animais e a nós mesmos protegendo o planeta.

Não quero ficar me alongando demais sobre o assunto porque realmente é algo a ser estudado e eu, de maneira alguma me acho especialista no assunto para falar alguma coisa. A questão é que embora já existam muitas pessoas envolvidas com vegetarianismo e veganismo, ainda existe muito preconceito sobre esse modo de vida. Os leigos creem que pessoas adeptas desse modelo de alimentação sofrem de anemia, não conseguem regular bem do cérebro e são todas loucas que ficam gritando por aí que você não deve consumir carne.

Eu sou do grupo que apenas quer respeitar e ser respeitado. Eu respeito que existam pessoas carnívoras e não condeno eles. Acredito que mudar de alimentação tem que vir de dentro das pessoas e não por obrigação de fazer isso. Respeito ainda o grupo de pessoas que se declaram vegetarianos mas comem carne em momentos especiais apenas pelo símbolo do animal como ser sagrado. E espero ser respeitada por ter tomado a decisão de ser vegetariana também.

Li recentemente uma frase que aqui cabe muito bem: Encoraje, mas não pregue. Inspire, mas não julgue. A pior de todas as coisas é você pensar que só porque o seu modo de vida funciona muito bem para você, ele deve obrigatóriamente ser seguido por outros e que é a melhor visão de mundo que todos devem ter. Dou graças pela existência de pessoas que pensam diferente de mim, porque assim, elas me instigam a ver o outro lado que eu ainda não pude enxergar com o meu próprio pensamento.

E vocês? O que pensam sobre vegetarianismo? Tem algum vegetariano por aí? Compartilhem suas visões.

Coisas para fazer ao invés de comprar

green-shopping

A rotina corrida não permite que tenhamos mais consciência na hora também de escolher o que fazer de uma forma que não gastemos dinheiro. Não é ser pão-duro, é só uma questão de mudar sua mentalidade em relação às coisas que já faz no automático. Então vou sugerir coisas que você pode fazer que não necessitem de dinheiro e não despertem seus olhos para vitrines de lojas.

  1. Vá a parques. Eu sou muito sortuda de viver em uma cidade que tem muitos parques e eu adoro ir a todos eles porque adoro tirar foto da natureza e também gosto de estar em contato com ela. Além do mais, parques são uma ótima forma de você respirar um ar mais limpo e a grande maioria é gratuita, então não creio que existam contras quanto a isso.
  2. Passar o tempo com alguém. Dedique seu tempo a alguém, seja para ver TV, conversar, cozinhar junto, o que for. Você pode fazer um lanche com algum amigo, chamar para assistir um filme em casa, etc.
  3. Destralhar suas coisas. Aqui tem um post melhor explicado de como você pode montar um armário do seu jeito, mas você também pode dar uma geral na casa toda para ver se tem coisas fora da validade ou que você não quer mais e que pode doar.
  4. Vá a biblioteca. No Rio existe a Biblioteca Parque que além de ser um ambiente onde você tem paz pra ler os livros que você quiser, de quebra é uma das bibliotecas mais bonitas que eu já vi. Mas se não tiver bibliotecas na sua cidade ou se você não mora perto de uma, pegue livros emprestados com amigos. Vocês podem discutir as ideias dos livros que já leram.
  5. Comece um projeto. O ano já começou e ele não vai parar porque você está com preguiça. Então, nunca é tarde pra começar um projeto que você tenha em mente. Delineie o processo, como eu expliquei nesse post e apenas comece.
  6. Faça algo novo. Pode ser aprender a cozinhar, ou a tricotar/costurar. Chame alguém que entenda do assunto ou veja vídeos na internet pra aprender como fazer. Acredite, se você pensou em aprender algo com certeza o youtube tem vídeos para isso.
  7. Ligue para alguém. Se você é como eu e não gosta de telefone você pode conversar cara-a-cara, visitando um amigo ou até mesmo via What’s App. É mais ou menos a mesma dica do número dois.
  8. Tire um cochilo. Dormir é tão bom! Então, se você tem tempo pra fazer compras significa que você tem tempo pra dormir. Prefira a segunda opção.
  9. Assista um filme. Filmes são umas das melhores invenções do mundo. E existem filmes para todos os gostos. Hoje em dia, com a ajuda da internet o que não faltam são filmes online. Então escolha um e divirta-se.
  10. Seja voluntário. A vida não se trata apenas de receber. Então procure uma instituição de caridade e doe seu tempo a ela. Visite a instituição, participe dos eventos, fale com as pessoas pra entender de que forma você pode ajudar melhor.

Se depois de todas essas atividades, mesmo assim você decidir fazer compras tenha consciência com as suas compras. Tenha a certeza de que sejam coisas essenciais e assim não será um gasto e sim, um investimento!

Alguém tem mais dicas sobre o que fazer ao invés de fazer compras? Deixe nos comentários!

Como montar um armário do seu jeito

clothes-closet.jpg

Uma das primeiras coisas que as pessoas costumam fazer quando o ano começa é colocar a vida em ordem e geralmente, uma das primeiríssimas coisas que eles fazem é olhar as coisas que estão nos armários.

Não espere um post sobre armários de 33 peças apenas nem armário cápsula. Embora eu goste muito de ver artigos relacionados a esses temas, eu quero abordar o tema por um outro lado, que se preocupa com o meio ambiente e se responsabiliza pelo que consome.

Existem alguns passos que você pode seguir para montar um armário legal, mas tenha sempre em mente que ele nunca será ideal porque nosso estilo muda, os ambientes que nós vamos também muda e há uma série de coisas que levam a gente a ir trocando determinados aspectos do nosso armário. E vamos ser bem sinceros, nunca ficamos satisfeitos com nada por mais que esteja perto da perfeição. Sem mais delongas vamos às dicas.

  1. Pense no seu estilo. Essa é uma das coisas mais difíceis de fazer. Eu mesma não tenho um estilo definido, me visto de acordo com o meu humor e o local para onde vou. Então, a dica que eu dou nessa parte é tentar olhar para dentro do seu armário e enxergar qual o estilo que você aparenta ter. Você tem que pensar também no local onde você vive: se é um lugar quente ou frio, se chove muito. Seu armário tem que se adequar a isso também.
  2. Use o Pinterest. Eu comecei a usar o Pinterest para montar um armário que eu possa realmente utilizar todas as peças ao longo dos anos e amar todas elas combinando de formas diferentes. É lá também que eu monto quadros de inspiração para roupas que eu gosto e que eu posso vir a comprar no futuro.

im1.png

  1. Veja quais são suas cores, texturas e estampas. Com certeza tem algumas cores que você repete em diferentes peças de roupa. Eu, por exemplo, adoro branco, preto e azul, mas também adoro listras. Mais uma vez você tem que olhar para o seu armário para conseguir ver isso. Utilize um caderno para anotar as particularidades do seu armário.
  2. Não compre mais. Tente trabalhar o que você já tem para que não seja necessário comprar novas roupas. Caso realmente seja necessário, pesquise brechós na sua cidade que você possa comprar e quando for, já leve algumas ideias de roupas que você gostaria de comprar. Assim, você pode explicar para o vendedor o que você está procurando.
  3. Doe o que não pode utilizar mais de uma vez. No meu armário só tem coisas que eu posso utilizar pelo menos de três formas diferentes. Por exemplo: tem uma blusa verde que pode ser usada com short, saia ou calça jeans ou uma calça mais arrumada. Vocês podem fazer diferentes combinações, com a ajuda do Pinterest ou algum(a) amiga(o). Se for necessário fotografe as combinações para que você consiga lembrar mais fácil quando precisar sair. Se tiver alguma peça que eu não utilizo, que não me trás alegria de usar ou qualquer outro motivo, eu dôo para caridade ou vendo para o brechó.
  4. Selecione bons sapatos. Eu tenho poucos sapatos. De maneira bem básica tenho um tipo de sapato para cada tipo de ocasião. Tenho apenas uma bota, dois tênis, uma rasteirinha, um salto alto, um salto médio, uma sapatilha. Se eu não estiver esquecendo de nada, é só isso mesmo. Mas por que tão poucos? Porque eu tendo a me enrolar se existirem muitas opções, então prefiro ter poucos e de cores neutras, assim posso combinar mais, dependendo da ocasião.
  5. Acessorize. Essa dica é opcional porque tem muita gente que gosta de acessórios e tem muita gente que não gosto. Eu gosto de acessórios mas não gosto de exageros. Como eu moro no Rio de Janeiro fica bem difícil de usar acessórios de uma forma geral por causa do calor. Não gosto de coisas grudando em mim. Mas se você é a favor de acessórios pense quais vão com quais peças de roupa.

Comprar roupas é um hábito que pode ser cultivado da maneira certa. Você não precisa comprar uma roupa porque ela está barata ou no primeiro impulso de desejo. Criando um armário com a sua cara com o que você já tem desenvolve o seu gosto pelas coisas que estão na sua casa e te previnem de criar mais lixo comprando de marcas que escravizam famílias inteiras e gastam muita água.

Montar o seu armário leva tempo, eu mesma ainda estou montando o meu, mas com paciência você pode ser a pequena parcela de quem muda o mundo.

Vou deixar um vídeo de inspiração para vocês pensarem mais sobre suas roupas e que não precisamos ter muitas peças para sermos felizes. Essa menina usou o mesmo vestido durante 30 dias, de diferentes formas. Você não precisa usar a mesma roupa durante 30 dias, mas ajuda a exercitar o cérebro se você tentar utilizar o menor número de peças em 30 dias, por exemplo.

Alguém tem outras dicas? Deixe nos comentários!

Alternativa ao Barbeador

Processed with VSCO with m3 preset

O post de hoje será rapidinho. Esse é o primeiro post de uma série de posts voltados para mudanças que você pode implementar no seu dia-a-dia se quiser me seguir na jornada a uma vida sem desperdício e lixo zero. Espero que vocês gostem dessa série e ajudem a dar novas ideias sobre isso também!

O barbeador de plástico é algo que se tornou muito prático e é muito usado porque muitas pessoas acabaram aderindo a moda de comprar aquele que muda só a cabeça depois que a fitinha fica branca ou seca. A premissa deles é que esse aparelho acaba sendo mais prático por você não precisar comprar outro igual, só mudar a cabeça e você não dispende de tanto tempo para passar produtos de barbear ou sabonete para aumentar a facilidade do barbeador deslizar na sua pele.

Mas será que é tão difícil assim passar o sabonete na região que você quer depilar? Eu não sei vocês, mas quando eu quero me depilar eu fecho a água do chuveiro, passo o sabonete e me depilo como outra pessoa qualquer.

Tendo isso em mente, decidi comprar um barbeador “permanente”. Eu chamo ele de permanente entre aspas porque é um aparelho diferente e de uso e manutenção delicados. Isso não quer dizer que vai te dar trabalho, eu garanto. A única coisa que você vai fazer é mudar a lâmina que vai dentro dele a cada mês de uso, mas se você secá-lo e limpar tudo direitinho pode chegar até a dois meses já que você também pode mudar os lados que você usa.

2017-01-12 04.11.24 1.jpg

O que eu uso eu comprei nessa loja e ele é super baratinho e eu mantenho ele dentro do meu armário para que ele não fique em contato com a umidade do banheiro.

Deixem suas opiniões sobre o uso de barbeador de ferro e contem se vocês já usam ou pretendem usar. Podem deixar ideias de outras coisas a serem feitas para a transição de vida sem desperdício.

O Problema com o Minismalismo

beauty3

Projeto para limpeza de lixão nos EUA a partir de material reciclado que funciona como painel de energia solar para um espetáculo ao fim da tarde

Há muitos anos já leio sobre produtividade e várias subcategorias relativas a ela. Ultimamente tenho visto uma onda de blogs que falam sobre minimalismo e destralhar as suas coisas. O livro da Marie Kondo explica como você pode colocar as sua vida toda em ordem começando por dentro da sua casa. Na real, a história é outra.

O grande problema é que estamos descartando e comprando mais coisas para substituir o que foi jogado fora ou doado. Eu digo isso porque eu também entrei nesse hábito. Comecei a descartar tudo simplesmente para me livrar de coisas que tinham um número muito alto. Roupas, DVDs, livros, recordações. Não parei para pensar se de fato necessitaria delas. Apenas pensei: tenho que ter pouca coisa, se eu precisar eu compro outro. Mas não é assim que funciona.

Quando compramos algo, ele já existe. Mas ele existe porque o desejo estava lá previamente. Ninguém faz um produto sem pensar que alguém vai consumir aquilo. Consumismo não é ter muitas coisas. É comprar novas coisas muitas vezes, independente da razão pela qual você compra.

Mesmo quando eu compro em brechós, eu não necessariamente estou sendo “minimalista” porque afinal de contas, comprar por apenas comprar, continua sendo atitude de consumista.

Há um ano atrás decidi comprar cosméticos apenas de empresas que não testam em animais. Me encontrei com uma grande dificuldade de primeira: não existem muitos lugares onde você possa ter informação sobre certas empresas e alguns tem listas desatualizadas. Você acha que se uma empresa for vendida para outra ela vai continuar fazendo seus produtos da mesma forma? Não acontece em todos os casos, mas há uma grande possibilidade de tudo mudar.

A partir disso, consegui uma solução: compraria produtos que podem ser usados em diferentes partes do corpo, assim eu não teria que pensar tanto sobre marca e não ficaria gastando dinheiro. Foi aí que eu quase dei um ataque e joguei todos os meus cosméticos fora porque durante a pesquisa notei que muitos dos que eu usava testavam em animais, mas eram os antigos.

Mas eu não descartei. Porque eu sei que ao fazer isso eu estaria contribuindo para mais lixo. E não é isso que queremos. Queremos poder comprar com consciência, pesquisando antes se é necessário e se sim, pra quê. Se cabe no nosso orçamento, se testa em animais ou é vegano. Se não tenho outro igual. Nessas horas, listas de compras são essenciais.

Por isso quero convidá-los a pensar bem sobre o que compram e no que tem. O que tem pode ser utilizado de diversas maneiras e cabe a você descobrir quais são as melhores maneiras de usar. Ao invés de comprar uma furadeira nova, que tal perguntar se o seu vizinho ou se alguém da sua família pode te emprestar uma?

Precisamos criar ideias novas para coisas velhas. As coisas que já existem são muitas e precisam de um propósito e ele não é simplesmente parar no lixo. Em pouco tempo teremos mais aterros do que espaço para respirar. Pense nisso!

ImagemLand Art Generator Initiative

Minhas resoluções de 2017

ano-novo-milldesk-1024x512-640x320

O ano está começando e com ele vem os sonhos. Sonhos de mudar para melhor, já que 2016 foi péssimo para a maioria das pessoas. Não estou falando apenas da crise financeira aqui no Brasil. Tivemos tragédias além do normal com terremotos atingindo vários países e ciclones tirando a moradia de tantos outros. Tivemos o Brexit que por si só nem precisa de explicações e o “evento Trump” que, na minha opinião desbanca todos os outros problemas dado o fato que ele sozinho consegue causar todos os outros.

Mas sejamos mais positivos nesse 2017! Vamos todos batalhar para que ele seja um ano inesquecível mas que seja bom. Que seja o ano do crescimento pessoal e coletivo do nosso planeta.

Tenho certeza de que muitos estão procurando alcançar o maior número de metas para esse ano. Infelizmente, quando o ano de fato começa bate aquela preguiça e acabamos não fazendo nada. Começamos a deixar tudo para a última hora e acabamos caindo em antigos hábitos. Primeiramente, se queremos mudar a nossa atual situação e realmente crescer e progredir, essa mudança tem que começar dentro de nós.

É claro que no início vai ser difícil porque não estamos acostumados a nos puxar ao máximo. Normalmente apenas dizemos aquele mesmo discurso: “Depois eu faço”, “Estou de férias”, “A primeira semana do ano é reservada para o descanso”.

A verdade, meu amigo, é que se você não fizer, ninguém fará por você. Então, vamos ver de que forma podemos melhor utilizar as nossas tarefas para que elas nos ajudem a alcançar as nossas metas.

  1. Tenha poucas metas – As vezes sonhamos muito alto e acabamos colocando muitas metas para nós. Não vou te dar um número certo porque isso varia de pessoa para pessoa. Mas o importante é não ter muitas metas senão você perde o foco.
  2. Metas tangíveis – Não adianta escrever que você quer ser um bom profissional como meta. Isso é muito genérico. Também não adianta dizer que quer perder peso apenas. Uma meta alcançável seria perder quatro quilos até o final de Março, por exemplo. Seja específico com as suas metas.
  3. Tempo – Eu penso nas minhas metas não ao longo do ano como um todo e sim, em trimestres. As metas que tenho hoje podem acabar sendo claramente impossíveis na prática. Por isso, de três em três meses eu prefiro revisá-las com calma. Se eu puder mantê-las para os próximos três meses, ótimo. Senão, fico feliz em estabelecer novas metas.
  4. Delineie seus passos – É muito importante que você escreva todos os passos para atingir as suas metas. Se você quer perder quatro quilos até Março você pode pensar: me matricular na academia, treinar três vezes na semana, anotar meu peso ao fim de cada semana ou mês… Assim por diante.
  5. 18 antes de 2018 – Quando o ano está na reta final você pode se sentir desanimado por não ter completado muitas das suas metas. Mas tudo bem. O que eu faço é rever minhas metas e observar se há possibilidade de terminar o ano com chave de ouro, com tudo fechadinho. Muitas pessoas fazem a lista de coisas que ainda querem completar antes que o próximo ano chegue. Não é necessário que você faça exatamente a quantidade de coisas equivalente ao número do próximo ano, é apenas uma ideia.

Metas não precisam ser coisas muito difíceis, muito pelo contrário, você vai delinear o melhor caminho para alcançar os seus sonhos.

Para te motivar a mudar a sua vida vou contar as minhas metas para 2017.

Em 2017, quero ser ainda mais consciente sobre os problemas ambientais.

  • Vou me tornar vegetariana.
  • Ser mais consciente sobre as minhas compras
  • Abolir o plástico da minha vida
  • Encontrar alternativas para energia elétrica
  • Usar menos água
  • Fazer meus próprios produtos e usar apenas produtos orgânicos ou veganos.

E para que eu não deixe de trabalhar pelas minhas metas, eu vou escrever aqui todos os meses atualizações do que eu tenho feito para alcançá-las. Assim, não vou desistir delas e vocês podem sempre deixar dicas para mim nos comentários.

Provavelmente, muitos posts únicos sairão dessa lista. Então, fiquem ligados nos próximos posts e deixem nos comentários quais são as suas metas para 2017.