Coisas para fazer ao invés de comprar

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A rotina corrida não permite que tenhamos mais consciência na hora também de escolher o que fazer de uma forma que não gastemos dinheiro. Não é ser pão-duro, é só uma questão de mudar sua mentalidade em relação às coisas que já faz no automático. Então vou sugerir coisas que você pode fazer que não necessitem de dinheiro e não despertem seus olhos para vitrines de lojas.

  1. Vá a parques. Eu sou muito sortuda de viver em uma cidade que tem muitos parques e eu adoro ir a todos eles porque adoro tirar foto da natureza e também gosto de estar em contato com ela. Além do mais, parques são uma ótima forma de você respirar um ar mais limpo e a grande maioria é gratuita, então não creio que existam contras quanto a isso.
  2. Passar o tempo com alguém. Dedique seu tempo a alguém, seja para ver TV, conversar, cozinhar junto, o que for. Você pode fazer um lanche com algum amigo, chamar para assistir um filme em casa, etc.
  3. Destralhar suas coisas. Aqui tem um post melhor explicado de como você pode montar um armário do seu jeito, mas você também pode dar uma geral na casa toda para ver se tem coisas fora da validade ou que você não quer mais e que pode doar.
  4. Vá a biblioteca. No Rio existe a Biblioteca Parque que além de ser um ambiente onde você tem paz pra ler os livros que você quiser, de quebra é uma das bibliotecas mais bonitas que eu já vi. Mas se não tiver bibliotecas na sua cidade ou se você não mora perto de uma, pegue livros emprestados com amigos. Vocês podem discutir as ideias dos livros que já leram.
  5. Comece um projeto. O ano já começou e ele não vai parar porque você está com preguiça. Então, nunca é tarde pra começar um projeto que você tenha em mente. Delineie o processo, como eu expliquei nesse post e apenas comece.
  6. Faça algo novo. Pode ser aprender a cozinhar, ou a tricotar/costurar. Chame alguém que entenda do assunto ou veja vídeos na internet pra aprender como fazer. Acredite, se você pensou em aprender algo com certeza o youtube tem vídeos para isso.
  7. Ligue para alguém. Se você é como eu e não gosta de telefone você pode conversar cara-a-cara, visitando um amigo ou até mesmo via What’s App. É mais ou menos a mesma dica do número dois.
  8. Tire um cochilo. Dormir é tão bom! Então, se você tem tempo pra fazer compras significa que você tem tempo pra dormir. Prefira a segunda opção.
  9. Assista um filme. Filmes são umas das melhores invenções do mundo. E existem filmes para todos os gostos. Hoje em dia, com a ajuda da internet o que não faltam são filmes online. Então escolha um e divirta-se.
  10. Seja voluntário. A vida não se trata apenas de receber. Então procure uma instituição de caridade e doe seu tempo a ela. Visite a instituição, participe dos eventos, fale com as pessoas pra entender de que forma você pode ajudar melhor.

Se depois de todas essas atividades, mesmo assim você decidir fazer compras tenha consciência com as suas compras. Tenha a certeza de que sejam coisas essenciais e assim não será um gasto e sim, um investimento!

Alguém tem mais dicas sobre o que fazer ao invés de fazer compras? Deixe nos comentários!

Alternativa ao Barbeador

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O post de hoje será rapidinho. Esse é o primeiro post de uma série de posts voltados para mudanças que você pode implementar no seu dia-a-dia se quiser me seguir na jornada a uma vida sem desperdício e lixo zero. Espero que vocês gostem dessa série e ajudem a dar novas ideias sobre isso também!

O barbeador de plástico é algo que se tornou muito prático e é muito usado porque muitas pessoas acabaram aderindo a moda de comprar aquele que muda só a cabeça depois que a fitinha fica branca ou seca. A premissa deles é que esse aparelho acaba sendo mais prático por você não precisar comprar outro igual, só mudar a cabeça e você não dispende de tanto tempo para passar produtos de barbear ou sabonete para aumentar a facilidade do barbeador deslizar na sua pele.

Mas será que é tão difícil assim passar o sabonete na região que você quer depilar? Eu não sei vocês, mas quando eu quero me depilar eu fecho a água do chuveiro, passo o sabonete e me depilo como outra pessoa qualquer.

Tendo isso em mente, decidi comprar um barbeador “permanente”. Eu chamo ele de permanente entre aspas porque é um aparelho diferente e de uso e manutenção delicados. Isso não quer dizer que vai te dar trabalho, eu garanto. A única coisa que você vai fazer é mudar a lâmina que vai dentro dele a cada mês de uso, mas se você secá-lo e limpar tudo direitinho pode chegar até a dois meses já que você também pode mudar os lados que você usa.

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O que eu uso eu comprei nessa loja e ele é super baratinho e eu mantenho ele dentro do meu armário para que ele não fique em contato com a umidade do banheiro.

Deixem suas opiniões sobre o uso de barbeador de ferro e contem se vocês já usam ou pretendem usar. Podem deixar ideias de outras coisas a serem feitas para a transição de vida sem desperdício.

O Problema com o Minismalismo

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Projeto para limpeza de lixão nos EUA a partir de material reciclado que funciona como painel de energia solar para um espetáculo ao fim da tarde

Há muitos anos já leio sobre produtividade e várias subcategorias relativas a ela. Ultimamente tenho visto uma onda de blogs que falam sobre minimalismo e destralhar as suas coisas. O livro da Marie Kondo explica como você pode colocar as sua vida toda em ordem começando por dentro da sua casa. Na real, a história é outra.

O grande problema é que estamos descartando e comprando mais coisas para substituir o que foi jogado fora ou doado. Eu digo isso porque eu também entrei nesse hábito. Comecei a descartar tudo simplesmente para me livrar de coisas que tinham um número muito alto. Roupas, DVDs, livros, recordações. Não parei para pensar se de fato necessitaria delas. Apenas pensei: tenho que ter pouca coisa, se eu precisar eu compro outro. Mas não é assim que funciona.

Quando compramos algo, ele já existe. Mas ele existe porque o desejo estava lá previamente. Ninguém faz um produto sem pensar que alguém vai consumir aquilo. Consumismo não é ter muitas coisas. É comprar novas coisas muitas vezes, independente da razão pela qual você compra.

Mesmo quando eu compro em brechós, eu não necessariamente estou sendo “minimalista” porque afinal de contas, comprar por apenas comprar, continua sendo atitude de consumista.

Há um ano atrás decidi comprar cosméticos apenas de empresas que não testam em animais. Me encontrei com uma grande dificuldade de primeira: não existem muitos lugares onde você possa ter informação sobre certas empresas e alguns tem listas desatualizadas. Você acha que se uma empresa for vendida para outra ela vai continuar fazendo seus produtos da mesma forma? Não acontece em todos os casos, mas há uma grande possibilidade de tudo mudar.

A partir disso, consegui uma solução: compraria produtos que podem ser usados em diferentes partes do corpo, assim eu não teria que pensar tanto sobre marca e não ficaria gastando dinheiro. Foi aí que eu quase dei um ataque e joguei todos os meus cosméticos fora porque durante a pesquisa notei que muitos dos que eu usava testavam em animais, mas eram os antigos.

Mas eu não descartei. Porque eu sei que ao fazer isso eu estaria contribuindo para mais lixo. E não é isso que queremos. Queremos poder comprar com consciência, pesquisando antes se é necessário e se sim, pra quê. Se cabe no nosso orçamento, se testa em animais ou é vegano. Se não tenho outro igual. Nessas horas, listas de compras são essenciais.

Por isso quero convidá-los a pensar bem sobre o que compram e no que tem. O que tem pode ser utilizado de diversas maneiras e cabe a você descobrir quais são as melhores maneiras de usar. Ao invés de comprar uma furadeira nova, que tal perguntar se o seu vizinho ou se alguém da sua família pode te emprestar uma?

Precisamos criar ideias novas para coisas velhas. As coisas que já existem são muitas e precisam de um propósito e ele não é simplesmente parar no lixo. Em pouco tempo teremos mais aterros do que espaço para respirar. Pense nisso!

ImagemLand Art Generator Initiative

Minhas resoluções de 2017

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O ano está começando e com ele vem os sonhos. Sonhos de mudar para melhor, já que 2016 foi péssimo para a maioria das pessoas. Não estou falando apenas da crise financeira aqui no Brasil. Tivemos tragédias além do normal com terremotos atingindo vários países e ciclones tirando a moradia de tantos outros. Tivemos o Brexit que por si só nem precisa de explicações e o “evento Trump” que, na minha opinião desbanca todos os outros problemas dado o fato que ele sozinho consegue causar todos os outros.

Mas sejamos mais positivos nesse 2017! Vamos todos batalhar para que ele seja um ano inesquecível mas que seja bom. Que seja o ano do crescimento pessoal e coletivo do nosso planeta.

Tenho certeza de que muitos estão procurando alcançar o maior número de metas para esse ano. Infelizmente, quando o ano de fato começa bate aquela preguiça e acabamos não fazendo nada. Começamos a deixar tudo para a última hora e acabamos caindo em antigos hábitos. Primeiramente, se queremos mudar a nossa atual situação e realmente crescer e progredir, essa mudança tem que começar dentro de nós.

É claro que no início vai ser difícil porque não estamos acostumados a nos puxar ao máximo. Normalmente apenas dizemos aquele mesmo discurso: “Depois eu faço”, “Estou de férias”, “A primeira semana do ano é reservada para o descanso”.

A verdade, meu amigo, é que se você não fizer, ninguém fará por você. Então, vamos ver de que forma podemos melhor utilizar as nossas tarefas para que elas nos ajudem a alcançar as nossas metas.

  1. Tenha poucas metas – As vezes sonhamos muito alto e acabamos colocando muitas metas para nós. Não vou te dar um número certo porque isso varia de pessoa para pessoa. Mas o importante é não ter muitas metas senão você perde o foco.
  2. Metas tangíveis – Não adianta escrever que você quer ser um bom profissional como meta. Isso é muito genérico. Também não adianta dizer que quer perder peso apenas. Uma meta alcançável seria perder quatro quilos até o final de Março, por exemplo. Seja específico com as suas metas.
  3. Tempo – Eu penso nas minhas metas não ao longo do ano como um todo e sim, em trimestres. As metas que tenho hoje podem acabar sendo claramente impossíveis na prática. Por isso, de três em três meses eu prefiro revisá-las com calma. Se eu puder mantê-las para os próximos três meses, ótimo. Senão, fico feliz em estabelecer novas metas.
  4. Delineie seus passos – É muito importante que você escreva todos os passos para atingir as suas metas. Se você quer perder quatro quilos até Março você pode pensar: me matricular na academia, treinar três vezes na semana, anotar meu peso ao fim de cada semana ou mês… Assim por diante.
  5. 18 antes de 2018 – Quando o ano está na reta final você pode se sentir desanimado por não ter completado muitas das suas metas. Mas tudo bem. O que eu faço é rever minhas metas e observar se há possibilidade de terminar o ano com chave de ouro, com tudo fechadinho. Muitas pessoas fazem a lista de coisas que ainda querem completar antes que o próximo ano chegue. Não é necessário que você faça exatamente a quantidade de coisas equivalente ao número do próximo ano, é apenas uma ideia.

Metas não precisam ser coisas muito difíceis, muito pelo contrário, você vai delinear o melhor caminho para alcançar os seus sonhos.

Para te motivar a mudar a sua vida vou contar as minhas metas para 2017.

Em 2017, quero ser ainda mais consciente sobre os problemas ambientais.

  • Vou me tornar vegetariana.
  • Ser mais consciente sobre as minhas compras
  • Abolir o plástico da minha vida
  • Encontrar alternativas para energia elétrica
  • Usar menos água
  • Fazer meus próprios produtos e usar apenas produtos orgânicos ou veganos.

E para que eu não deixe de trabalhar pelas minhas metas, eu vou escrever aqui todos os meses atualizações do que eu tenho feito para alcançá-las. Assim, não vou desistir delas e vocês podem sempre deixar dicas para mim nos comentários.

Provavelmente, muitos posts únicos sairão dessa lista. Então, fiquem ligados nos próximos posts e deixem nos comentários quais são as suas metas para 2017.

Expurgos

Há muitos anos atrás, quando eu era realmente fissurada por organização e produtividade, minha meta de vida era viver sem a necessidade de usar papel para tudo.

Dei uma geral no meu quarto e me desfiz de documentos que já tinham passado da validade e eliminei uma grande montanha de papéis que todo mundo categoriza como “outros” e vai crescendo como uma bola de neve.

Agora vamos à frente alguns anos e me vejo com uma quantidade exponencialmente menor do que nos anos anteriores. E, assim, ao longo dos anos fui me tornando cada vez menos dependente de papel.

Hoje consigo apreciar uma bela papelaria, quase chorar com tantas fofuras, mas consigo me conter em não comprar. Porque sei que não vou usar.

Esse ano, me dei conta de quanto plástico usamos em casa. Tenho duas cachorras então eles de certa forma acabam sendo úteis quando elas vão ao “banheiro”. Mas notei que, na grande maioria dos casos podemos eliminar ou reduzir consideravelmente a quantidade de plástico que utilizamos no dia-a-dia.

Essa é a minha meta para ano que vem: expurgar o plástico da minha vida. E eu gostaria de convidar todos que quiserem participar dessa meta também. Vou ficar muito feliz de ter outros para compartilhar novas formas de se livrar do plástico.

Aguardem os próximos posts para atualizações sobre as minhas metas para 2017.