Respeito às diferenças

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Vaquinhas fazendo o que bem entendem 🙂

Na semana passada, eu comecei uma dieta vegetariana. Apesar de ser uma decisão que eu já tinha tomado há muito tempo eu acabei demorando um pouco para realmente chegar a mudar de alimentação. Junto com essas mudanças, muitas perguntas de terceiros surgiram e isso começou a incomodar um pouco.

As mais comuns são até bem educadas, como: qual a razão de você ser vegetariana? Então aí vai a resposta: virei ovo lacto vegetariana porque eu amo os animais e pelo meio ambiente. Vamos por partes. Eu sempre amei animais, mesmo tendo medo de alguns entendo a razão de todos eles existirem e não acho legal utilizar de crueldades pra prover a minha subsistência, já que ela pode ser substituída por outras coisas. Embora existam muitas pessoas que digam que nem todo lugar é cruel, maus tratos existem sim. Mas por que eu continuo comendo derivados feitos a partir de produtos dos animais como leite e ovo? Acredito que isso é parte de uma mudança maior que pode ocorrer mais para frente mas ainda não vejo como posso fazer isso da melhor maneira possível.

A minha segunda e principal razão é o meio ambiente. Estima-se que a população de bovinos e outros ruminantes seja responsável por 90% da liberação do gás metano só no Brasil. No resto do mundo o número cai para 28%. Mas antes que você pense que matar vacas e outros animais que contribuem para os gases do efeito estufa vai solucionar o problema do planeta, vamos com calma! A população de bovinos é alta porque a população mundial é composta de maioria expressiva de carnívoros. Logo, se há uma demanda grande você tem que fazer novas vaquinhas e boizinhos nascerem. Assim, se você diminui a demanda, não há uma necessidade tão grande de criar novos bovinos. Capiche?

Recentemente eu assisti esse vídeo em inglês que diz que uma dieta essencialmente vegetariana poderia segurar o aumento do efeito estufa. Eles mostraram algumas formas práticas pra que você entenda como funcionar o gasto de água empenhado a produção de diferentes grupos alimentares. Gastamos 15 mil litros de água pra fazer um quilo de carne bovina – isso mesmo, SÓ UM QUILO. Na agricultura gastamos entre 1.600 litros para produzir uma colheita inteira de cereais e 300 litros para hortaliças. A quantidade de água gasta pode ser equivalente, mas produzimos muito mais na agricultura gastando a mesma quantidade de água. Além disso, a dieta vegetariana permite que você produza menos lixo, já que esses alimentos são vendidos fora de embalagens. E esse meu objetivo de vida.

O que eu acredito é que os animais não podem simplesmente ser deixados para lá só porque vamos parar de consumir suas carnes, ou até seus derivados quem-sabe-um-dia-no-futuro. Eles são essenciais para manter determinados ecossistemas, já que cada um tem seu papel no meio ambiente, como eu disse lá no início do texto e também é explicado no mesmo vídeo.

Precisamos repensar nosso consumo por uma questão de saúde também. É necessário repensar a forma que produzimos nosso alimento vindo do solo, cuidar com carinho e não por obrigação ou dinheiro, e utilizar os animais como auxílio para plantação e não para servidão. Assim, reduzimos o efeito estufa, ajudamos os animais e a nós mesmos protegendo o planeta.

Não quero ficar me alongando demais sobre o assunto porque realmente é algo a ser estudado e eu, de maneira alguma me acho especialista no assunto para falar alguma coisa. A questão é que embora já existam muitas pessoas envolvidas com vegetarianismo e veganismo, ainda existe muito preconceito sobre esse modo de vida. Os leigos creem que pessoas adeptas desse modelo de alimentação sofrem de anemia, não conseguem regular bem do cérebro e são todas loucas que ficam gritando por aí que você não deve consumir carne.

Eu sou do grupo que apenas quer respeitar e ser respeitado. Eu respeito que existam pessoas carnívoras e não condeno eles. Acredito que mudar de alimentação tem que vir de dentro das pessoas e não por obrigação de fazer isso. Respeito ainda o grupo de pessoas que se declaram vegetarianos mas comem carne em momentos especiais apenas pelo símbolo do animal como ser sagrado. E espero ser respeitada por ter tomado a decisão de ser vegetariana também.

Li recentemente uma frase que aqui cabe muito bem: Encoraje, mas não pregue. Inspire, mas não julgue. A pior de todas as coisas é você pensar que só porque o seu modo de vida funciona muito bem para você, ele deve obrigatóriamente ser seguido por outros e que é a melhor visão de mundo que todos devem ter. Dou graças pela existência de pessoas que pensam diferente de mim, porque assim, elas me instigam a ver o outro lado que eu ainda não pude enxergar com o meu próprio pensamento.

E vocês? O que pensam sobre vegetarianismo? Tem algum vegetariano por aí? Compartilhem suas visões.

O Problema com o Minismalismo

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Projeto para limpeza de lixão nos EUA a partir de material reciclado que funciona como painel de energia solar para um espetáculo ao fim da tarde

Há muitos anos já leio sobre produtividade e várias subcategorias relativas a ela. Ultimamente tenho visto uma onda de blogs que falam sobre minimalismo e destralhar as suas coisas. O livro da Marie Kondo explica como você pode colocar as sua vida toda em ordem começando por dentro da sua casa. Na real, a história é outra.

O grande problema é que estamos descartando e comprando mais coisas para substituir o que foi jogado fora ou doado. Eu digo isso porque eu também entrei nesse hábito. Comecei a descartar tudo simplesmente para me livrar de coisas que tinham um número muito alto. Roupas, DVDs, livros, recordações. Não parei para pensar se de fato necessitaria delas. Apenas pensei: tenho que ter pouca coisa, se eu precisar eu compro outro. Mas não é assim que funciona.

Quando compramos algo, ele já existe. Mas ele existe porque o desejo estava lá previamente. Ninguém faz um produto sem pensar que alguém vai consumir aquilo. Consumismo não é ter muitas coisas. É comprar novas coisas muitas vezes, independente da razão pela qual você compra.

Mesmo quando eu compro em brechós, eu não necessariamente estou sendo “minimalista” porque afinal de contas, comprar por apenas comprar, continua sendo atitude de consumista.

Há um ano atrás decidi comprar cosméticos apenas de empresas que não testam em animais. Me encontrei com uma grande dificuldade de primeira: não existem muitos lugares onde você possa ter informação sobre certas empresas e alguns tem listas desatualizadas. Você acha que se uma empresa for vendida para outra ela vai continuar fazendo seus produtos da mesma forma? Não acontece em todos os casos, mas há uma grande possibilidade de tudo mudar.

A partir disso, consegui uma solução: compraria produtos que podem ser usados em diferentes partes do corpo, assim eu não teria que pensar tanto sobre marca e não ficaria gastando dinheiro. Foi aí que eu quase dei um ataque e joguei todos os meus cosméticos fora porque durante a pesquisa notei que muitos dos que eu usava testavam em animais, mas eram os antigos.

Mas eu não descartei. Porque eu sei que ao fazer isso eu estaria contribuindo para mais lixo. E não é isso que queremos. Queremos poder comprar com consciência, pesquisando antes se é necessário e se sim, pra quê. Se cabe no nosso orçamento, se testa em animais ou é vegano. Se não tenho outro igual. Nessas horas, listas de compras são essenciais.

Por isso quero convidá-los a pensar bem sobre o que compram e no que tem. O que tem pode ser utilizado de diversas maneiras e cabe a você descobrir quais são as melhores maneiras de usar. Ao invés de comprar uma furadeira nova, que tal perguntar se o seu vizinho ou se alguém da sua família pode te emprestar uma?

Precisamos criar ideias novas para coisas velhas. As coisas que já existem são muitas e precisam de um propósito e ele não é simplesmente parar no lixo. Em pouco tempo teremos mais aterros do que espaço para respirar. Pense nisso!

ImagemLand Art Generator Initiative

Minhas resoluções de 2017

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O ano está começando e com ele vem os sonhos. Sonhos de mudar para melhor, já que 2016 foi péssimo para a maioria das pessoas. Não estou falando apenas da crise financeira aqui no Brasil. Tivemos tragédias além do normal com terremotos atingindo vários países e ciclones tirando a moradia de tantos outros. Tivemos o Brexit que por si só nem precisa de explicações e o “evento Trump” que, na minha opinião desbanca todos os outros problemas dado o fato que ele sozinho consegue causar todos os outros.

Mas sejamos mais positivos nesse 2017! Vamos todos batalhar para que ele seja um ano inesquecível mas que seja bom. Que seja o ano do crescimento pessoal e coletivo do nosso planeta.

Tenho certeza de que muitos estão procurando alcançar o maior número de metas para esse ano. Infelizmente, quando o ano de fato começa bate aquela preguiça e acabamos não fazendo nada. Começamos a deixar tudo para a última hora e acabamos caindo em antigos hábitos. Primeiramente, se queremos mudar a nossa atual situação e realmente crescer e progredir, essa mudança tem que começar dentro de nós.

É claro que no início vai ser difícil porque não estamos acostumados a nos puxar ao máximo. Normalmente apenas dizemos aquele mesmo discurso: “Depois eu faço”, “Estou de férias”, “A primeira semana do ano é reservada para o descanso”.

A verdade, meu amigo, é que se você não fizer, ninguém fará por você. Então, vamos ver de que forma podemos melhor utilizar as nossas tarefas para que elas nos ajudem a alcançar as nossas metas.

  1. Tenha poucas metas – As vezes sonhamos muito alto e acabamos colocando muitas metas para nós. Não vou te dar um número certo porque isso varia de pessoa para pessoa. Mas o importante é não ter muitas metas senão você perde o foco.
  2. Metas tangíveis – Não adianta escrever que você quer ser um bom profissional como meta. Isso é muito genérico. Também não adianta dizer que quer perder peso apenas. Uma meta alcançável seria perder quatro quilos até o final de Março, por exemplo. Seja específico com as suas metas.
  3. Tempo – Eu penso nas minhas metas não ao longo do ano como um todo e sim, em trimestres. As metas que tenho hoje podem acabar sendo claramente impossíveis na prática. Por isso, de três em três meses eu prefiro revisá-las com calma. Se eu puder mantê-las para os próximos três meses, ótimo. Senão, fico feliz em estabelecer novas metas.
  4. Delineie seus passos – É muito importante que você escreva todos os passos para atingir as suas metas. Se você quer perder quatro quilos até Março você pode pensar: me matricular na academia, treinar três vezes na semana, anotar meu peso ao fim de cada semana ou mês… Assim por diante.
  5. 18 antes de 2018 – Quando o ano está na reta final você pode se sentir desanimado por não ter completado muitas das suas metas. Mas tudo bem. O que eu faço é rever minhas metas e observar se há possibilidade de terminar o ano com chave de ouro, com tudo fechadinho. Muitas pessoas fazem a lista de coisas que ainda querem completar antes que o próximo ano chegue. Não é necessário que você faça exatamente a quantidade de coisas equivalente ao número do próximo ano, é apenas uma ideia.

Metas não precisam ser coisas muito difíceis, muito pelo contrário, você vai delinear o melhor caminho para alcançar os seus sonhos.

Para te motivar a mudar a sua vida vou contar as minhas metas para 2017.

Em 2017, quero ser ainda mais consciente sobre os problemas ambientais.

  • Vou me tornar vegetariana.
  • Ser mais consciente sobre as minhas compras
  • Abolir o plástico da minha vida
  • Encontrar alternativas para energia elétrica
  • Usar menos água
  • Fazer meus próprios produtos e usar apenas produtos orgânicos ou veganos.

E para que eu não deixe de trabalhar pelas minhas metas, eu vou escrever aqui todos os meses atualizações do que eu tenho feito para alcançá-las. Assim, não vou desistir delas e vocês podem sempre deixar dicas para mim nos comentários.

Provavelmente, muitos posts únicos sairão dessa lista. Então, fiquem ligados nos próximos posts e deixem nos comentários quais são as suas metas para 2017.